[VIAJAR SOZINHA] Por que o intercâmbio faz de você uma mulher ainda mais independente

Tempo de leitura: 7 minutos

Viajar sozinha é um tema impactante para os corações femininos.

É um caso de amor e ódio.

Ou melhor: de amor e insegurança.

“Mas você está sozinha?”

“Estas sola?”

“Are you alone?”

São perguntas que as viajantes precisam responder com frequência lá fora.

O fato é que (ainda bem) o medo tem dado espaço para a coragem.

A mulherada está, sim, buscando a viagem – e o intercâmbio – como ferramenta para encarar suas inseguranças, descobrir o mundo e entender elas mesmas.

Prova disso é a pesquisa do Ministério do Turismo que indicou ainda em 2017 que:

💁‍17,8% das mulheres preferem viajar sozinhas.

O resultado?

  • Aprendizado;
  • Empoderamento;
  • Segurança;
  • Independência;
  • E muuita história para contar!

Que tal descobrir como viajar sozinha transformou as intercambistas, Marcella Costa (@_marcellacosta) e Isabella Máximo de Oliveira (@isamaximoo)?

Antes de seguir adiante, conheça um pouco mais sobre a história delas:

foto marcella depoimento

A especialista em intercâmbio, Marcella Costa, 29 anos, viajou pela Information Planet para a Austrália em 2013 e, por lá, ficou 4 anos. Na contramão do fluxo, decidiu fazer o intercâmbio quando vivia o auge da carreira profissional aqui no Brasil.

Foi o momento em que começou a questionar seus valores e o que ainda queria fazer da vida. Assim que o estalo bateu, não pensou duas vezes: pegou o lápis e o papel, planejou o projeto e lá se foi ela…

Veja o depoimento completo da Marcella aqui.

depoimento isabella intercambio

A analista de recursos humanos, Isabella Maximo de Oliveira, 26 anos, aterrissou na Nova Zelândia em abril de 2018 com o objetivo de aprimorar o inglês para alçar voos maiores na profissão. Bastou quatro meses lá fora para descobrir que o intercâmbio ultrapassa as barreiras do aprendizado bilíngue e alcança uma viagem interna.

“Nunca me conheci tão bem como agora. Aprendi a falar mais dos meus sentimentos e o que penso com aqueles que me importo”, resume ela que se prepara para estender sua estadia em Auckland. Sinal de que a jornada está sendo boa. =)

Entenda em 5 tópicos porque o intercâmbio empoderou ainda mais essa dupla Girl Power!

1  – Elas se tornaram mais independentes e corajosas

isabella bungee jump
Isabella pulando de bungee jump na Nova Zelândia 😱

Marcella e Isabella são unânimes ao concordar que viajar – e encarar os próprios medos – podem ser caminhos para enfrentar e quebrar as barreiras que uma mulher tem, simplesmente, por ser mulher.

“Ela vai perceber que pode fazer qualquer coisa, se tornar mais independente, aceitar e reconhecer os próprios defeitos, olhar e aprender com outras culturas”, avalia Isabella.

“Viajar sozinha me deu independência e coragem muito grande em tudo na vida.  Aprendi muito sobre quem eu sou, do que realmente gosto e quais são os meus valores”, complementa Marcella.

Essa coragem pode ser comprovada através de simples atos do dia a dia, como não ter mais receios de jantar, fazer trilhas e passeios sozinha ou ir a algum show acompanhada dela mesma .

Ou ainda nesse incrível salto de Bungee Jump que fez na Nova Zelândia.

2 – Elas aprenderam a gostar da própria companhia

isabella nova zelândia

Marcella é enfática:

Uma das maiores lições que assimilou no intercâmbio foi aprender a conviver (e a amar) a própria companhia.

“Essa experiência foi só minha. Eu não precisava comentar  com ninguém o tempo todo, então eu sentia as coisas de um jeito mais verdadeiro”, lembra.

Foi nessa pegada que tanto na Austrália, como nos países que desbravou durante a jornada, ela aprendeu os “macetes” e percebeu que não há segredo algum.

“É uma sensação de bem-estar, liberdade, igualdade e crescimento enorme.”

É por isso que mesmo de volta ao Brasil procura, pelo uma vez por ano, viajar sozinha.

“É para me reconectar e trabalhar esses medos”, frisa Marcella.

3 – Elas prezaram pela segurança

Mordida pelo “travel bug”, Marcella explorou durante a jornada do intercâmbio, países como Nova Zelândia, Indonésia, Turquia, Marrocos, Portugal, Alemanha, Inglaterra e Coreia (ufa!)

Antes de colocar os pés em cada um desses destinos, porém, incorporou algumas “regrinhas” para não passar nenhum perrengue em vão.

“Segui o mesmo “senso” que sempre usei no Brasil e pesquisei muito sobre o local. Esse processo é fundamental para saber se ele é conhecido por não ser seguro.”

Internalizou também algumas regras de conduta para não dar mole, como:

  • Evitar andar em lugares muito desertos;
  • Não andar em ruas escuras;
  • Não dar conversa para qualquer um que se aproxima na rua;
  • E não entrar em carros com estranhos indo para uma festa.

Mas Marcella guarda um último conselho arrebatador:

“Conhecer os costumes e hábitos das pessoas é fundamental para evitar ou amenizar qualquer tipo de “assédio”, pois nós, mulheres, saberemos nos “adequar” aos padrões destes lugares. Por mais que isso não seja o ideal, ainda é um jeito de proteger nossa integridade física e emocional”, conclui a viajante.

4 –  Elas fortaleceram a postura para se se posicionar frente a comportamentos machistas

Mesmo em países de primeiro mundo é sempre bom estar preparada para enfrentar possíveis manifestações machistas. 

Curiosidade: Na Austrália, a campanha Call It Out, presente na mídia, chama atenção dos homens quando presenciarem um comportamento inapropriado em relação às mulheres.

“Seja em um grupo de amigos, em um ônibus, ou em um churrasco com um amigo que você conhece há 20 anos, o ideal é sempre intervir deixando claro que tais atitudes são incorretas – e até mesmo criminosas.” – diz Marcela.

Percepção que a paulista faz questão de incorporar também aqui no Brasil.

Na Nova Zelândia, ainda que não observe comportamentos machistas, Isabella  acrescenta que o trabalho doméstico, por exemplo, segue sendo uma atividade mais exigida às mulheres.

Mas aí a veia feminista da intercambista fala mais alto:

“Aqui eu percebo como sou feminista. Procuro sempre salientar o meu ponto de vista e explicar porque as mulheres devem ter os mesmos direitos e porque os homens devem ajudar com afazeres de casa e na criação dos filhos.”

5 –  Com as mulheres locais, elas aprenderam a ser elas mesmas

marcella intercambio

Quem conversa alguns minutos com Marcella Costa já entende.

A garota é do mundo e faz questão de reforçar que boa parte do seu jeito de ser hoje, ela lapidou lá fora.

“Ser mulher na Austrália significa se vestir como quer, ter a cor de cabelo que você quer e ninguém te olhar torto ou te encarar. Significa ter uma mega qualidade de vida, ser mãe, amiga, filha, esposa e profissional. E não precisa estar sempre arrumada e perfeita porque ninguém liga”, lembra Marcella.

É  com esse espírito que as nossas intercambistas não buscaram na viagem uma resposta sobre os dilemas da existência, tampouco uma fuga da realidade com a qual conviviam.

Encontraram uma forma de não dar desculpas e ir viver a vida. =)

Só vai! Acredita no seu sonho e acredita em você mesma! Você pode fazer qualquer coisa que você queira. O começo é assustador, é tudo diferente, mas a cada mês você percebe o quanto você se transformou”, finaliza Isabella.

“Viajar sem companhia pode trazer grandes descobertas sobre si e sobre o mundo e ainda render novas amizades com maior facilidade! Dessa experiência eu levo o fortalecimento e o empoderamento de uma nova mulher! Não pense duas vezes. Se joga!”, arrebata Marcella.

E você? O que está esperando para encarar seus medos e se jogar também?

Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Irlanda, Malta…. Tem um mundo te esperando.

Não esqueça: mais do que carimbos no passaporte, o encontro de um grande amor ou a resposta para todos os problemas que aqui ficaram, o que define a viajante é o que ela tem para contar.

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