10 erros comuns que intercambistas de primeira viagem cometem (e que você pode tranquilamente evitá-los)

Tempo de leitura: 9 minutos

“Inteligente é aquele que aprende com os próprios erros, sábio é quem aprende com o erro dos outros.” – Augusto Cury

Fazer um intercâmbio é o sonho de muita gente. Aprender outro idioma, se qualificar profissionalmente, conhecer outra realidade ou, simplesmente, se desafiar.

Diante de tanta novidade e informação que nossa cabeça recebe diante de uma experiência dessas, é normal que intercambistas de primeira viagem acabem cometendo alguns “deslizes”.

Neste post a Information Planet reuniu 10 erros que intercambistas de primeira viagem cometem e que você pode tranquilamente evitá-los 😉.

Bóra aprender com os erros dos outros?

1) Falta de planejamento

falta de planejamento


Tudo bem que muitas coisas surpreendentes acontecem na vida sem que planejemos, mas no caso de um intercâmbio, a pesquisa é fundamental.

Busque todas as informações sobre o país onde você passará os próximos meses. Essa pesquisa será fundamental para a sua adaptação no futuro.

Se você ainda não escolheu o país do seu intercâmbio recomendamos a leitura do nosso post sobre “Como escolher o melhor país para fazer intercâmbio”.

Tópicos como clima, comida, cultura entre outros são essenciais. O planejamento também está relacionado com a forma como você passará os seus dias por lá.

Depois de fechar o programa, que tal dar uma pesquisa em destinos próximos?

Aproveite que você vai estar longe para desbravar tudo o que puder. Não volte para o Brasil com a sensação de que poderia ter conhecido e aproveitado mais.

2) Não procurar uma ajuda profissional

Um erro bem comum que intercambistas cometem é tentar fazer um intercâmbio sem um auxílio profissional. Isso pode fazer toda a diferença entre um intercâmbio sucesso e uma viagem cheia de decepções.

Por que falamos isso?

Porque são os profissionais que vão ter base e subsídios para te orientar para que seu intercâmbio seja o melhor possível, do início ao fim.

São eles que saberão te indicar os meios para conseguir um emprego, indicações de escola e acomodação de acordo com o seu perfil, ou mesmo dicas sobre quanto levar de dinheiro.

Ah! Orientações pré-viagem como visto e vacinas ficam com eles também. Há (muitos) casos de pessoas que estão com tudo esquematizado para partir e, no grande dia de embarcar, são barradas por não apresentarem comprovante de uma determinada vacina.

Supra-sumo da bad, heim? Não faça isso, por favor.

Esses profissionais também serão seus anjos da guarda e vão te “socorrer” em casos de apuros com o programa, acomodação e mesmo insatisfação com a escola.

Portanto, antes de tomar o primeiro passo, lembre-se: priorize a busca de um profissional ou agência de intercâmbio capacitada. Depois, sinta-se à vontade para trocar ideia sobre angústias e expectativas.

Leia sobre o papel de uma agência de intercâmbio clicando aqui.

3) Não se precaver com um seguro saúde

Tudo bem que fazer intercâmbio é uma aventura (das boas), mas antes de vivenciá-la é preciso deixar tudo “nos conformes”.

Que tal começar pela sua saúde? Faça um check up pelo menos um mês antes da sua partida e verifique se tudo está ok. A contratação de um seguro saúde, literalmente, seguro, também te deixará mais tranquilo lá fora.

OBS: Inclusive é obrigatória a contratação do seguro saúde dependendo do país para onde você vai.  

Ficar doente em outro país, sem a família ou amigos para socorrer e ainda sem uma assistência mínima não é uma experiência nada agradável.

Ah, se quiser colocar na mala aqueles remédios que te salvam em situações específicas, tipo dor de cabeça, estômago ou aquela gripe, leve junto para garantir.

4) Ter apenas uma opção de pagamento

Uma regra de ouro em viagens internacionais é sempre ter mais de uma opção de pagamento. Jamais viaje contando apenas com o cartão de crédito, de débito ou apenas com dinheiro em espécie.

Tente sempre fazer uma mescla para evitar que uma surpresa faça da sua viagem um pesadelo

Já pensou perder toda a grana? Ou ainda bloquear a senha do seu cartão? Perrengue, né?!

5) Se deslumbrar e não controlar os gastos

controle de gastos

É chato ficar dando sermão de vida financeira, mas procure de verdade controlar os seus gastos. Principalmete em países onde a moeda brasileira é desvalorizada, tenha cuidado redobrado.

O que queremos dizer é que você precisar tomar cuidado para não se deslumbrar com as roupas mais baratas, com os eletrônicos pela metade do preço (sim, pela metade ou até menos), com os pubs e suas cervejas infinitas, enfim, com as novidades que te saltarão aos olhos o tempo todo.

Seu planejamento deve ter uma base muito sólida. Éimportante prever estas despesas com antecedência e não comprometer seu dinheiro com coisas que não sejam realmente necessárias.

“Ah, mas eu quero aproveitar que estou aqui e levar essa montanha de coisas mais baratas para o Brasil”

Que tal fazer isso nos seus últimos dias de viagem? Assim você garante a compra com sucesso e ainda terá certeza de que não precisará de tanto dinheiro, afinal, está indo embora.

6) Deixar para comprar roupas no destino

Como já citamos no ponto anterior, as roupas no exterior, na maioria das vezes, são mais baratas. O problema é que muitos intercambistas deixam para comprar vestimentas e calçados somente quando chegam no destino.

O que esquecem de analisar, porém, é que quando você chega é tanta coisa para assimilar que a última coisa que você terá disposição para fazer é ir em uma loja e comprar um casaco impermeável, por exemplo.  

Lembre-se que, principalmente se o destino for o Canadá, por exemplo, ao menos um bom casaco, botas, luvas, algumas blusas bem quentes devem estar na sua mala de viagem.

Depois, quando já estiver, situado, aí, sim, é mais fácil buscar acessórios específicos, como botas antiderrapentes em caso de muita neve e por aí vai.

7) Tentar colocar o mundo dentro de uma mala

Da mesma forma que você não deve deixar para comprar as roupas  no destino, não caia na tentação de colocar TODAS as ruas roupas na mala.

Sim, sabemos que suas roupas são maravilhosas e confortáveis, mas você deve escolher APENAS o que é necessário.

Especialmente algumas mulheres intercambistas gostam de cair nessa. Levar vários sapatos, vários casacos, vestidos, jóias… não!  

Analise bem o seu guarda-roupa e selecione algumas peças-chave que serão fundamentais durante o seu intercâmbio.

“Mas qual é o problema de levar muitas coisas na(s) mala(s)?”

Além de correr o risco de pagar pela bagagem em excesso, acredite:  ninguém merece ficar carregando uma mala super pesada durante o intercâmbio. Fica a dica!

8) Sair do Brasil para falar com… brasileiros!

falar com brasileiros

Se existe um motivo de arrependimento para muitos intercambistas que já retornaram é o contato – praticamente exclusivo – com brasileiros lá fora.

Não há nada de errado em fazer amizades conterrâneas, o problema é quando isso passa a virar uma regra.

Um dos grandes objetivos dos viajantes que fazem intercâmbio é desenvolver outra língua. Não caia no comodismo de viver em uma bolha brasileira e sair da aula de inglês para falar português.

Segundo especialistas em ensino de idiomas, toda vez que você volta a falar/escrever em seu próprio idioma é como se o cérebro tivesse que reiniciar a configuração para retornar ao inglês e recuperar o que foi aprendido.

O fato é que a sala de aula representa apenas 20% do aprendizado. O resto é prática. Saia da aula, converse com pessoas, pergunte, erre, erre de novo. É nesse processo que você irá evoluir.

Veja também: 7 dicas infalíveis para perder o medo de falar inglês

Outro motivo por evitar contato só com brazucas é a vivência de outra cultura. Antes de sair do Brasil, você prometeu sair da sua zona de conforto, certo?

Cumpra essa promessa e busque conhecer pessoas de outras nacionalidades. Além de voltar com uma experiência chamada diversidade na bagagem, ainda correrá o risco de deixar um amigo em cada canto desse mundão.

9) Comparar culturas e fazer julgamentos

cultura aborígene
Aborígenes: a população nativa da Austrália

Aprender a conviver com as diferenças é um dos truques mais certeiros para o sucesso na adaptação. É por isso que o intercambista deve evitar comparações.

No Brasil cumprimentamos com beijos e abraço, mas em outros países isso pode ser uma atitude invasiva. Não se sinta ofendido por isso.

Ser diferente não significa ser melhor ou pior. Não há nada que prejudique mais a adaptação do que manter-se preso aos costumes brasileiros.

Menos moralismos, mais imersão.

10) Achar que o intercâmbio te salvará dos problemas do mundo

Vamos falar a real?

A questão é a seguinte: salvo situações muito específicas e que envolvem falta de planejamento, o intercâmbio te proporcionará experiências únicas e inesquecíveis de aprendizado e evolução.

Leia também: 6 maneiras de um intercâmbio transformar você

O caso é que o destino que você escolheu também terá problemas. Alguns menos escrachados que o Brasil, outros mais.

Mas é preciso que você saiba: não existe mundo perfeito.

Aliás, o intercâmbio só te traz aprendizados justamente porque você aprende, na marra, a lidar com situações adversas.

Controle suas expectativas e tenha em mente que problemas todos os lugares do mundo têm. A questão aqui é se preparar para encará-los e ter em mente que tudo é adaptação.

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