Por que fazer um intercâmbio? 8 motivos para começar a planejar o seu

Tempo de leitura: 9 minutos

É bem provável que ao ler ou escutar histórias de intercâmbio de seus amigos você tenha ficado com aquela pulguinha atrás da orelha:

“Por que fazer um intercâmbio vale a pena?”

“Será que é tão legal assim?”

“Vale o investimento?”

Você entende que pode crescer com essa experiência, mas ainda questiona se realmente essa coisa de “largar tudo” e ir para outro país tem a ver com o seu perfil.

Junto com essa questão se pergunta se não é loucura deixar o que já construiu no Brasil para se aventurar nessa jornada.

Veja também: Como planejar um intercâmbio: do zero ao embarque (11 passos)

São tantos “e se” que passam pela nossa cabeça antes de mergulhar nessa experiência que a tomada de decisão, de fato, estremece.

Mas quer saber?

É justamente nessa fase que você começa entender a evolução e o crescimento que um intercâmbio proporciona.

Obviamente não é fácil sair da zona de conforto, deixar a família e os amigos. Mais difícil ainda, entretanto, é fingir que você está 100% satisfeito com a sua rotina e que não busca novas perspectivas de vida e de carreira lá fora.

Vem que a Information Planet te conta 8 motivos para fazer um intercâmbio, quebrar barreiras e, finalmente, realizar esse sonho cujos frutos, acredite, você colherá pelo resto da vida.

Por que fazer intercâmbio?

1) Aprendizado + Experiência = uma combinação poderosa

Foi-se o tempo em que as pessoas faziam o intercâmbio visando apenas a fluência em outro idioma. Relatos comprovam que a experiência vai muito além, mas é claro que a aprendizagem de outra língua – especialmente o inglês – é, sim, um motivo e tanto para fazer um intercâmbio.

Em 10 anos todas as vagas de emprego vão exigir inglês, segundo a empresa de recrutamento mundial Page Personnel.

O inglês é universal e aprendê-lo faz você ser universal também. É estar em contato e poder fazer amizades e negócios com pessoas do mundo tudo!

Agora, faça um exercício:

Olhe no seu entorno e analise quem são os profissionais/pessoas que você admira, que são referência na sua área de atuação, e que apresentam reconhecimento, inclusive, fora do país?

Com certeza com um inglês “meia boca” é que eles não conquistaram esse espaço. Pense nisso e já comece a investir suas fichas no estudo do idioma.

Veja também nosso artigo Profissionais do futuro: como o intercâmbio prepara você para 2020.

2) Você irá viver outra cultura e sentir-se como um local

viver outra cultura

Morar fora é uma experiência fantástica porque junto com uma porção de coisas inéditas que você faz – e que não faria aqui no Brasil –, ainda coloca você em contato com uma cultura diferente.

Trata-se de um exercício intenso e transformador, já que para se sentir local, você vai precisar se adaptar aos hábitos dos moradores daquele país.

É nesse processo que 2 (dois) interessantes movimentos acontecem:

  • Você passa a valorizar diversos pontos da cultura brasileira que antes passavam despercebidos (é, amigo, sair da zona de conforto dá nisso…);
  • Começa a analisar de forma mais crítica certos comportamentos que antes lhe eram comuns e volta mais exigente, não por isso menos chato. Apenas coloca em prática o que percebeu que funciona lá fora.

É valorizar o que sempre foi “seu” e entender como o novo também ensina e ajuda a evoluir.

3) Desenvolver o seu autoconhecimento: a chave para o sucesso

Terapia, budismo ou até mesmo coachiing abordam o autoconhecimento como um dos exercícios mais satisfatórios para  alcançar o sucesso (aí depende qual é o seu conceito de uma vida bem-sucedida) ou mesmo uma rotina mais plena.

A boa notícia é que o intercâmbio também favorece – e muito – o aprimoramento desse processo.

Mas como?

É que em contato com outra realidade e com situações com as quais você não está acostumado, você, mesmo sem perceber, vai aprender a ter mais clareza sobre o que quer.

As suas prioridades vão mudar e, acredite, nesse movimento de entender quais são os seus propósitos, haverá espaço para você se redescobrir (ou afirmar aquilo que sempre quis e talvez estivesse adormecido).

4) Fazer amigos pelo mundo!

fazer amigos pelo mundo

Lembra quando falamos que o intercâmbio traz frutos para a vida toda? Pois a conquista de novos amigos talvez seja um dos pontos mais intensos dessa experiência.

É porque lá fora você vai se obrigar a interagir com seus colegas e é bem provável que grupos de amizades se conectem a partir dessas investidas.

O mais incrível desse contato é que mesmo estando em um país x, você aprende sobre outros incontáveis territórios.

Isso porque, geralmente, as escolas e universidades que recebem intercambistas apresentam um mix de nacionalidades bem plurais, logo  as chances de você marcar um happy hour com colegas da China, Índia, México, República Tcheca (e por aí vai) são bem grandes.

Além de aprimorar a sua bagagem cultural, você ainda tem a chance de conhecer novos lugares. Seus amigos certamente vão querer apresentar o país de origem em uma viagem próxima. Aí é planejar a data e, partiu, desbravar esse mundão (com boas cias, é claro)!

5) Criar confiança, se tornar independente e descobrir novas habilidades

Sabe aquela sensação “eu posso”?

Certamente será uma das primeiras coisas que vai passar pela sua cabeça ao chegar no país estrangeiro.

São tantas barreiras ultrapassadas para chegar até ali que a vontade é de gritar para o mundo como você está feliz com esse passo.

A boa notícia é que ao longo da experiência essa autoconfiança só melhora.

À medida que for superando os desafios, você passa a encarar o medo de outra forma.

Não é que ele não vai existir, é que você vai perceber que esse temor pode ser substituído por oportunidade.

É entender que tudo – mesmo os “perrengues” – podem ser traduzidos em aprendizado. E aí não haverá revolta se alguma coisa não der certo.

Tudo bem, vira a página!

Essa autoconfiança moldada dia após dia traz junto outra condição pra lá de cobiçada: a independência.

Sabe aquela coisa de não precisar eternamente de uma companhia para fazer o que gosta?

Quer ir num show não tem cia? Vai sozinho

Quer tomar uma cerveja, mas a galera tem compromisso? Passa ali no pub

rapidinho só pra não passar em branco.

Quer conhecer aquela cidade vizinha, mas os amigos têm outros planos? Não tem problema, a mochila será sua companheira.

Percebeu como ao invés de encarar o mundo como um conjunto de riscos, você passa a vê-lo como um conjunto de possibilidades?

Clique aqui e veja como o Rudá Alberti, intercambista que passou uma temporada em Brisbane, Austrália, adquiriu novas habilidades, conquistou amigos e não teme mais sair da zona de conforto:

6) Turbinar seu currículo

desenvolvimento profissional

Você já ouviu falar do profissional do futuro?

Esse profissional é aquele que alia  habilidades como inteligência emocional, flexibilidade cognitiva, adaptação e pensamento crítico.

Mas o que o intercâmbio tem a ver com isso? TUDO!

Você será colocado em contato situações em que irá exercitar todas essas características.

  • Vai ampliar sua maneira de pensar (ser mais crítico);
  • Em seu país de intercâmbio você terá que conviver com pessoas completamente diferentes, com outros costumes e outros hábitos (adaptação);
  • Precisará ser criativo  para solucionar problemas (flexibilidade cognitiva);
  • E ainda exercitar empatia com o sentimento dos outros (inteligência emocional).

Mas não é só isso.

Cada vez mais as empresas procuram funcionários que tenham vivido experiências interessantes e descoberto que o “mundo é maior que o seu quarto”.

Sabe aquela história de pensar “fora da caixa”?

Com uma experiência internacional, as chances de você interpretar os acontecimentos e mostrar um currículo superior ao dos seus concorrentes serão bem maiores.

7) Aprender a economizar

Exceto se você for rico – o que foge a realidade da maioria dos intercambistas – será preciso organizar muito bem as suas despesas mensais no país estrangeiro.

Ainda que não seja a coisa mais legal do mundo, isso fará você ter outra relação com o dinheiro. Além de economizar, você passa a analisar o que recebe versus o que gasta.

Sabe aquela expressão custo-benefício? No intercâmbio você colocará ela em prática em diversas situações.

Só não dê uma de sair convertendo tudo! Já diz o ditado “Quem converte não se diverte.”

8) Paladar eclético

Esqueça aquele esquema arroz e feijão fresquinho todos os dias.

Ainda que a gastronomia de países como Canadá e Austrália, por exemplo, não sejam tão exóticas, você vai ter que se adaptar ao que o povo local consome.

É bem provável que seus amigos também queiram cozinhar algum prato típico de seus países. Aí não dá para fazer desfeita, né?

Permita-se descobrir novos sabores e temperos. Certamente seu paladar ficará mais eclético.

Conclusão

Como você já percebeu, são muitos os motivos positivos que explicam porque fazer um intercâmbio.

Fazer um intercâmbio é superar limites, aprender consigo mesmo e com os outros e entender que a vida fica bem mais interessante quando a gente arrisca.

É um dos melhores investimentos que podem ser feitos para expandir sua visão de mundo e alavancar a carreira.

Comece a se imaginar lá fora.

Já pensou estudar e trabalhar em países como Austrália, Canadá ou Nova Zelândia?

Se você quer aprimorar o currículo ou apenas ampliar seus horizontes e encontrar novos caminhos, faça um intercâmbio!

Veja também: Agências de intercâmbio confiáveis: 5 dicas para não errar na escolha

Se preferir, contate um de nossos especialistas e tenha mais informações de como planejar o seu intercâmbio.

Qualquer dúvida, basta deixar nos comentários abaixo!

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